Sobre o Projeto de Pesquisa
O projeto de pesquisa é um elemento essencial desta disciplina.
Vide observações sobre temas e datas.
Possíveis Temas de Pesquisa
Pesquisa em psicologia ambiental relaciona comportamento e/ou experiências de um lado
(o componente psicológico) a algum aspecto do ambiente físico, natural e/ou construído.
O ambiente físico que será estudado é o campus da UnB.
O componente psicológico está implícita nas teórias que tratamos nas primeiras semanas do semestre
O método é exclética, podendo variar desde experimento, survey, observações,
estudos de caso, qualitativo ou quantitativo — desde que seja empírica.
Sugerimos que procure a monitora e/ou o professor o mais breve possível para discutir o seu tema,
veja datas a seguir.
Datas importantes para o desenvolvimento da pesquisa
Textos breves e datas importantes para o desenvolvimento da pesquisa
- Um importante segredo para se ter sucesso na realização de uma pesquisa (ou, aliás, de qualquer trabalho acadêmico) está no planejamento dos passos necessários para sua conclusão dentro do tempo disponível. Assim, no intúito de ajudar na realização da pesquisa, preparamos o seguinte cronograma para os passos da pesquisa, que devem ser relatados na forma de sete textos breves de no máximo uma página — vide aqui as instruções — que tratam de diferentes fases da sua pesquisa:
- o primeiro texto breve (a ser entregue na 7ª aula, no dia 2 de abril) é individual, isto é, cada aluno deve entregar o seu texto breve. Neste você deve falar da sua experiência em constituir um grupo de estudos e pesquisa;
- o segundo texto breve (a ser entregue na 7ª aula, no dia 2 de abril) é do grupo, isto é, cada grupo deve entregar apenas um texto breve. Neste o grupo deve relatar que tema de pesquisa você escolheu, justificando a sua escolha. Para tanto, convém conversar antes com o Professor da sua turma;
- o terceiro texto breve (a ser entregue na 10ª aula, no dia 11 de abril) é do grupo. Neste, o grupo deve relatar as suas reflexões sobre a metodologia, detalhando o método a ser utilizado no seu estudo;
- o quarto texto breve (a ser entregue na 15ª aula, no dia 30 de abril) é do grupo. Neste, o grupo deve relatar o instrumento que vai utilizar na sua pesquisa empírica;
- o quinto texto breve (a ser entregue na 21ª aula, no dia 21 de maio) é do grupo. Neste, o grupo deve relatar a experiência com a coleta dos dados. Espera-se que o grupo esteja bem adiantado na coleta dos dados;
- o sexto texto breve (a ser entregue na 25ª aula, no dia 6 de junho) é do grupo. Neste , o grupo deve relatar como analisou os dados. Espera-se que o grupo esteja bem adiantado ou tenha até terminado a análise de dados;
- o sétimo texto breve (a ser entregue na 28ª aula, no dia 18 de junho) é individual. Neste você deve falar da sua experiência de trabalhar em grupo.
- Mesmo que não tenha completado a tarefa de alguma fase até o dia especificado, você deve preparar um texto breve no qual relata o que conseguiu, isto é, sua experiência até aquele momento, por que não conseguiu completar a tarefa e até quando e/ou como espera concluir esta fase do trabalho. Quando completar a fase de pesquisa em questão, você deverá entregar uma segunda versão do texto breve que fale sobre a conclusão da tarefa.
- O texto deverá ser entregue no dia especificado, pessoalmente no início da aula
- Para poder entregar o texto breve no dia e hora especificado, sugere-se, fortemente, que
- antes do dia, o grupo de estudo e pesquisa (GEP) se junte para falar sobre o que conseguiu fazer e como anda a pesquisa;
- antes do dia, o GEP deve conversar com o Professor da sua turma e/ou com os Monitores, se tiver dúvidas quanto ao andamento da pesquisa.
- O texto deve seguir o modelo das instruções. Uma razão — entre outras— de revistas científicas especificarem normas de publicação um tanto rígidas é que o pesquisador deve usar sua criatividade na realização da substância do trabalho, não na formatação do mesmo. O mesmo princípio se aplica aos textos breves. Textos breves que não seguirem o modelo serão devolvidos e tratados como 'não-entregues'.
- A entrega do texto breve fora do prazo implica na possibilidade de não receber feedback e no desconto de pontos da nota final.
- Quanto ao trabalho final
- A versão final do trabalho pode ser entregue até 17:30 horas do dia 29 de junho no Laboratório de Psicologia Ambiental ou no escaminho do Professor.
- O trabalho final deve ser preparado como um manuscrito para publicação na revista Psicologia: Teoria e Pesquisa — veja as normas de publicação na página da revista. Um esboço formatado está disponível neste link.
- Enquanto a página da revista oferece as normas para publicação, seguem ainda dois modelos nas seguintes links: Modelo de Artigo e um arquivo que pode ser copiado e utilizado como padrão para o artigo.
- A nota do trabalho final basear-se-á tanto em aspectos formais (i.é, ter seguido ou não as normas de publicação da revista) quanto substanciais (i.é, a qualidade da pesquisa).
- Os melhores trabalhos serão publicados nas páginas dos Textos do Laboratório de
Psicologia Ambiental.
Algumas Referências da Área de Psicologia Ambiental
Uma lista extensa de referências da área de psicologia ambiental pode ser encontrado na página do Laboratório de Psicologia Ambiental no
seguinte link
http://www.psi-ambiental.net/PU/Publicacoes.htm
Referencias mencionadas no programa acima são elencadas a seguir.
A guizo de livro texto
Apesar de não haver um livro texto para esta disciplina, colocamos um livro a sua disposição
com vários capítulos deretamente relevantes para esta disciplina.
- Soczka, L. (Org.). (2005). Contextos humanos e psicologia ambiental. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
- Capítulo 1: A constelação ambiental - metamorfoses da nossa visão do mundo - Viriato Soromenho-Marques
- Capitulo 2: As raízes da psicologia ambiental - Luis Soczka
- Capítulo 3: As origens da psicologia ambiental e os "factores externos" - Guiseppe Carrus, Ferdinando Fornara, & Mirilia Bonnes
- Capítulo 4: Viver (n)a cidade - Luis Soczka
- Capitulo 5: A importância da vinculação as lugares - Gerda M. Speller
- Capítulo 6: Crenças e atitudes em relação ao ambiente e à natureza - Paula Castro
- Capítulo 7: Percepção de riscos ambientais - Maria Luísa Pedroso de Lima
- Capítulo 8: Envelhecimento e ambiente - Constança Paúl
- Capítulo 9: Transportes, mobilidade e ambiente: os usos, os costumes e os desafios para o século xxi - Fernando Nunes da Silva
- Capítulo 10: Ambientes de saúde - o hospital numa perspctiva ambiental terapêutica - Elsa Figueiredo
- Capítulo 11: Ambientes laborais: espaços de trabalho em contexto organizacional - Teresa Ribeiro
- Capítulo 12: Percepção e avaliação dos valores estéticos da paisagem. Síntese metodológica - Maria da Graça Saraiva e Ana Lavrador Silva
- Capítulo 13: Economia do ambienter - Fernando S. Machad
- Capítulo 14: Competência para a acção ambiental como objectivo integrador da educação ambiental - Patrícia Joyce Fonte
Outras referências mencionadas no cronograma acima
- ® Carneiro, C., & Bindé, P. J. (1997). A psicologia ecológica e o
estudo dos acontecimento da vida diária. Estudos de Psicologia, 2(2), 363-376.
- ® Elali, G. A. (1997). Psicologia e arquitetura: em busca do locus interdisciplinar. Estudos de Psicologia, 2(2), 349-362.
- Evans, G. W. (1996). Current Trends in Environmental Psychology Disponível na Internet
- Günther, H. (2001). Ambiente, trânsito e psicologia: antecedentes de comportamentos inadequados no trânsito. Trabalho apresentado para a mesa 'Possibilidades de interface entre a psicologia de trânsito e a psicologia ambiental' no Seminário Nacional: 'Psicologia, Circulação Humana e Subjetividade' organizado pelo CRP 01, São Paulo, SP, 23-24 Novembro.
- Günther, H. (2003) Como elaborar um questionário. (Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociais, N° 01). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental.
- ® Günther, H. (2003). Mobilidade e affordance como cerne dos Estudos Pessoa-Ambiente. Estudos de Psicologia (Natal), 8 (2), 273-280.
- Günther, H. (2004) Como elaborar um relato de pesquisa. (Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociais, N° 02). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental.
- Günther, H. (2004). Reflexões sobre a sustentabilidade da psicologia ambiental no Brasil. (Série: Textos de Psicologia Ambiental, N° 09). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental.
- Günther, H., & Rozestraten, R. J. A. (1993). Psicologia ambiental: algumas considerações sobre sua área de pesquisa e ensino. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 9(1),109-124.
- Günther, H., Elali, G. A., & Pinheiro, J. Q. (2004). A abordagem multimétodos em Estudos Pessoa-Ambiente:características, definições e implicações. (Textos de Psicologia Ambiental, Nº 23). Brasília, DF: UnB, Instituto de Psicologia.
- Günther, H., Pinheiro, J. Q., & Guzzo, R. (Eds.). (2004). Psicologia ambientral: entendendo as relações do homem com seu ambiente. Campinas, SP: Editora Alínea.
- Günther, I. A., & Cunha, L. F. (2004). Onde encontrar os jovens na psicologia ambiental? Em H. Günther, J. Q. Pinheiro & R. S. L. Guzzo (Eds.), Psicologia ambientral: entendendo as relações do homem com seu ambiente, (pp. 147-166).. Campinas, SP: Editora Alínea.
- Günther, I. A., & Machado, S. S. (2002). Revistando a saúde: da visão patogênica à visão salutogênica de estresse. Em Z. A. Trindade (Ed.), Psicologia e saúde: um campo em construção (p. 45-54). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.
- ® Günther, I. A., Nepumuceno, G. M., Spehar, M. C., & Günther, H. (2003). Lugares favoritos de adolescentes no Distrito Federal. Estudos de Psicologia, 8(2), 299-308.
- Ittelson, W. H., Proshansky, H. M., Rivlin, L. G., & Winkel, G. H. (1974). An introduction to environmental psychology. Nova York: Holt, Rinehart & Winston.
[Capítulo 1, pp. 1-16, tradução e adaptação de José Q. Pinheiro, exclusivamente para fins didáticos, disponível neste link]
- Milgram, S (1970). A experiência de viver na cidade: Adaptações à sobrecarga urbana criam qualidades características à vida nas cidades que podem ser mensuradas (Série: Textos de Psicologia Ambiental, Nº 06). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental. Disponível neste link: Milgram, S. (1970).
- ® Moyano Diaz, E. (1997). Teoría del comportamiento planificado e intencíon de infringir normas de transito en peatones. Estudos de Psicologia, 2(2), 335-348.
- Proshansky, H. M., Ittelson, W. H., & Rivlin , L. G. (1970). The influence of the physical environment on behavior: Some basic assumptions. Em H. M. Proshansky, W. H. Ittelson, & L. G. Rivlin (Eds.), Environmental psychology: Man and his physical setting (pp. 27-37). New York: Holt, Rinehart and Winston. [Este capítulo está disponível no Xerox]
- ® Rivlin, L. G. (2003). Olhando o passado e o futuro: revendo pressupostos sobre as inter-relações pessoa-ambiente. Estudos de Psicologia, 8(2), 215-220.
- Sommer, R. (1973). Espaço pessoal (D. M. Leite, Trans.). São Paulo, SP: EPU - EDUSP.
- Sommer, R. (2002). From personal space to cyberspace. (Série: Textos de Psicologia Ambiental, N° 01). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental.
- Whyte, W. H. (1988). City: Rediscovering the center. New York: Anchor Books.
® Artigos acessíveis via www.scielo.br
Lista de Discussão
<A ser organizado> para facilitar o contato entre os alunos da turma. Recomenda-se fortemente de participar da lista.
Avaliação
Basear-se-á nas seguintes atividades:
- Uma avaliação em sala de aula [20%]
- Sete textos breves [20%]
- Apresentação da pesquisa em forma de painel [20%]
- Apresentação da pesquisa em forma de artigo [40%]
Um esboço formatado está disponível neste link
|
Menções
- 90 - 100 pontos — SS
- 70 - 89 — MS
- 50 - 69 — MS
- 30 - 49 — MI
- 01 - 29 — II
- 00 ou mais de 25% de faltas — SR
- A não-participação em qualquer uma destas quatro atividades implicará na menção II.
|
|